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António Subtil

António Subtil nasceu em Angola em 4 de abril de 1956, no Quimbele, vila do Distrito do Uíge, zona predominantemente agrícola. Os pais, Maximino Subtil e Conceição Subtil, aí viviam trabalhando no comércio local. Com preocupações relativas à educação dos seus três filhos, e uma vez que o
ensino local se limitava à existência de uma escola primária, mudam-se para Luanda em 1964, adequando a vida a estas circunstâncias. António faz a terceira classe em Escola do Bairro da Vila Alice e a quarta classe em Escola da Praia do Bispo. Fez todo o Liceu no “Paulo Dias de Novais” e
frequentava o último ano quando se dá o 25 de Abril em Portugal.

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Minha história

Com 19 anos de idade, apesar dos pais se mudarem para Portugal, decide ficar em Angola. Só tinha estado em Portugal duas semanas, na viagem de finalistas do liceu. A sua cultura resultava da influência do modo de vida e costumes de Angola, particularmente de Luanda, a capital do País.

Durante os anos de 1974 e 1975, absorve com avidez tudo o que era veiculado pelos acontecimentos que envolveram a passagem do Liceu para a Universidade, a participação nas sessões de esclarecimentos dos Movimentos de Libertação, reuniões de alunos e a vivência com o início da guerra civil entre o MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) a UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola) e a FNLA (Frente Nacional de Libertação de Angola).

No dia 11 de novembro de 1975, António Subtil estava em Luanda, na conhecida Rotunda da Independência, onde Agostinho Neto, 1º Presidente de Angola, proclamou a independência do País.

Testemunha a transição de Angola a País independente, participando ativamente no esforço coletivo de fazer nascer uma nação, sacrificando o curso de engenharia, que não completa.

Dá o seu contributo na criação de estruturas do Ministério da Indústria, nomeadamente na Direcção de Alimentação e no Gabinete do Plano do Ministério de Educação, órgão responsável pelo planeamento do ensino 2 secundário e simultaneamente dá aulas de Matemática na Escola Industrial de Luanda.

Vivencia a tentativa de golpe de estado de 27 de maio de 1977, evento muito marcante em termos de percepção das realidades que testemunha.

Os desenvolvimentos deste conflito, abalam a confiança e a segurança com que se vivia no País. A partir dali o dia a dia passou a ser muito diferente, tornando-se “palpável” a dificuldade nas relações pessoais.

Conhece Marina em março de 1978, que é natural do Lubango e aí vivia com os pais. Casam-se em março de 1980. A iminência de terem de combater na guerra civil, a dificuldade em obter o básico para cobrir as necessidades do dia-a-dia e o ambiente de intranquilidade que se vivia, levam António e Marina a sair temporariamente do País.

Refugiam-se em Vila Nova de Gaia, Portugal, a partir de setembro de 1980, com o apoio da família. Pedem a nacionalidade portuguesa, entretanto perdida. António é forçado a cumprir serviço militar no exército português de março de 1982 a setembro de 1983.

Rita nasce em 1982 e em 1990 nasce Miguel no Porto, filhos do casal.

Começa a trabalhar em Empresa Industrial, estudando à noite no Instituto

Técnico de Formação e Investigação, onde obtém a sua primeira formação em

Gestão de Empresas no ano de 1987.​

Entre 1987 e 1989, trabalha no GEVE- Gabinete de Estudos Económicos, elaborando

vários projectos de viabilidade económica e financeira com vista à obtenção de

apoios europeus à criação e desenvolvimento de PME.

Convidado pela Secretaria de Estado da Cultura, assume a Direcção Administrativa e

Financeira da Régie Cooperativa Sinfonia, no Porto, em setembro de 1989 com o

objetivo de coordenar a instalação da Orquestra do Porto, no Convento de São Bento

da Vitória.

Integra comissão de agentes culturais que tem o objectivo de garantir a manutenção do Coliseu do Porto como património cultural da cidade; em 3 conjunto com a Câmara Municipal do Porto e a Secretaria de Estado da Cultura, cria a Associação dos Amigos do Coliseu do Porto que leva aquelas Instituições a adquirir formalmente o edifício do Coliseu do Porto.

Paralelamente, inicia actividade empresarial, tendo sido cofundador de uma empresa de artes gráficas, a Multitema, da qual foi administrador executivo da área administrativa e financeira até 2005. Durante este período continua os estudos no Instituto Francês de Gestão onde completa o ICG – Gestion et Management Stratégique, e em simultâneo a parte curricular do Mestrado em Economia e Gestão Industrial na Faculdade de Economia da Universidade do Porto.

Em 1998, começa a viajar para Angola, tentando cumprir o desejo de continuar a sua actividade profissional na sua terra Natal. Em 2008, integrando projecto de empresa de engenharia, instala-se em Luanda, onde passa a residir novamente. Marina junta-se a ele 3 anos depois.

Em março de 2020 são forçados a ficar em Vila Nova de Gaia, onde estavam de férias, quando a Pandemia levou à paralisação de toda a economia mundial,

incluindo viagens aéreas.

António aproveita para iniciar um dos projetos que sempre acalentou: escrever.

Durante o confinamento escreve a “A Ponte do Rio Seco”, narrativa da sua passagem da adolescência à idade adulta, dando a conhecer por esta via o alargado grupo de jovens luso angolanos que se entregaram de corpo e alma às tarefas de construção do seu novo País, tendo como pano de fundo os eventos políticos da década de 70.

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